Quem
seria louco o bastante
Para sair na chuva
Assim, sem proteção –
Sem para-raios?
Para andar na corda bamba
Mesmo sem saber –
Descalço, no alto;
Sem ter aonde segurar?
Quem seria tão insano
A ponto de se deixar sangrar
Por olhos ariscos
Que devoram almas?
Quem seria louco o bastante
Para entregar os lábios
Para os lábios desse alguém –
E em seu peito descansar?
Quem seria assim desatinado
A ponto de deixar as mãos
Perderem-se apaixonadas
Naquele cabelo desarrumado?
Quem seria tão insano
Para enroscar-se em abraços,
E sem embaraço –
Entregar-se nos braços de alguém assim?
Seria um apaixonado –
Um pobre desavisado;
Um louco desatinado
Que ante um sorriso deixou-se cair.
Assim, sem proteção –
Sem para-raios?
Para andar na corda bamba
Mesmo sem saber –
Descalço, no alto;
Sem ter aonde segurar?
Quem seria tão insano
A ponto de se deixar sangrar
Por olhos ariscos
Que devoram almas?
Quem seria louco o bastante
Para entregar os lábios
Para os lábios desse alguém –
E em seu peito descansar?
Quem seria assim desatinado
A ponto de deixar as mãos
Perderem-se apaixonadas
Naquele cabelo desarrumado?
Quem seria tão insano
Para enroscar-se em abraços,
E sem embaraço –
Entregar-se nos braços de alguém assim?
Seria um apaixonado –
Um pobre desavisado;
Um louco desatinado
Que ante um sorriso deixou-se cair.
Pobres desatinados...a vida, nos faz assim...
ResponderExcluirBelissimo poema advindo de vossa pessoa,
reluz como ouro suas palavras,
refletem calma, e sabedoria.
Só tu mesmo.
Dan
Obrigada, meu poeta! Tu sabe' que colaborou pro meu ingresso no mundo da poesia...
ExcluirEstou evoluindo aos poucos, e cada vez mais... aprendendo a dominá-las - as palavras, as emoções.
É maravilhoso saber que causam tal efeito.
Saudade de conversar contigo, Dan.
Lo