Ao ouvirem isso as pessoas se encolhem.
Estremecem diante dessa palavra pesadamente ameaçadora: responsabilidade. Pode
ser que conquistem coisas que não desejam. E é difícil zelar por algo que não
nos apraz ou cuidar de quem não queremos. Então, por que nos prender a isso?
Por que seguir esse mandamento?
Mesmo não gostando das pessoas,
devemos respeitá-las pelo simples fato de sermos semelhantes. É instinto
involuntário desejar aquilo que nos agrada perto de nós; cercar de cuidados
tudo o que amamos (mesmo que não sejamos correspondidos); é regra geral ser
sensível com o ser amado. Mas em nossa pressa, esquecemos que também é
necessário ser sensível com quem não amamos. Assim o mundo tornou-se egoísta. E
nós somos o mundo; por isso tantos sofrem.
É essa falta de amor correndo nas
veias que nos atrapalha. Que nos causa medo e confusão, e nos leva a fazer
belas burradas. Por falta de paciência,
por falta de compaixão.
Cada palavra pode se ramificar em
vários conceitos e atingir diferentes graus de significância. Por isso é
necessário ouvir com atenção e falar com calma. Lembrando que o nosso sucesso é
o sucesso do mundo. E a extensão da sensibilidade a todos os seres é o ponto
que deve ser alcançado para que aconteça uma grande mudança; o cultivo dos bons
sentimentos, o exercício de amor e paz.
Nem toda relação precisa ser
“cor-de-rosa”, nem todo amor precisa ser apaixonado. Ninguém precisa ser
perfeito. Basta haver respeito.