quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cultivo

"Você é responsável por aquilo que cativa.”
Ao ouvirem isso as pessoas se encolhem. Estremecem diante dessa palavra pesadamente ameaçadora: responsabilidade. Pode ser que conquistem coisas que não desejam. E é difícil zelar por algo que não nos apraz ou cuidar de quem não queremos. Então, por que nos prender a isso? Por que seguir esse mandamento?
Mesmo não gostando das pessoas, devemos respeitá-las pelo simples fato de sermos semelhantes. É instinto involuntário desejar aquilo que nos agrada perto de nós; cercar de cuidados tudo o que amamos (mesmo que não sejamos correspondidos); é regra geral ser sensível com o ser amado. Mas em nossa pressa, esquecemos que também é necessário ser sensível com quem não amamos. Assim o mundo tornou-se egoísta. E nós somos o mundo; por isso tantos sofrem.
É essa falta de amor correndo nas veias que nos atrapalha. Que nos causa medo e confusão, e nos leva a fazer belas burradas.  Por falta de paciência, por falta de compaixão.
Cada palavra pode se ramificar em vários conceitos e atingir diferentes graus de significância. Por isso é necessário ouvir com atenção e falar com calma. Lembrando que o nosso sucesso é o sucesso do mundo. E a extensão da sensibilidade a todos os seres é o ponto que deve ser alcançado para que aconteça uma grande mudança; o cultivo dos bons sentimentos, o exercício de amor e paz.
Nem toda relação precisa ser “cor-de-rosa”, nem todo amor precisa ser apaixonado. Ninguém precisa ser perfeito. Basta haver respeito.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Vírus do Amor

Um sorriso bobo estampado na face, olhos brilhando, boca seca, coração acelerado, pernas bambas, mãos tremulas, pensamentos distantes; o mundo parece girar a nossa volta – ficamos sem ação.

Todos os sintomas relacionados acima são decorrentes da contração de um vírus. O vírus do amor. Esse tipo ataca o coração de forma incontrolável. Não tente destruí-lo. Por menor que seja, é forte demais (e de certa forma, essencial para nossa sobrevivência).

Depois de contaminado a única alternativa é aceitar a doença e tentar o tratamento. Em alguns casos poderá haver rejeição do remédio durante o processo. Assim sendo, devemos procurar novas alternativas – sem deixar que o vírus morra em nosso coração. Se a doença chegar ao seu estado terminal deve-se lutar até as últimas conseqüências para alcançar a cura. Mas de forma alguma deixe que o vírus morra. Como já disse antes, o vírus do amor é essencial (mesmo com o sofrimento). Sem ele não somos nada.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Muse - Sunburn


"She burns like the sun and I can't look away. She'll burn our horizons. Make no mistake."

O Mar


Despedir-se do mar nem sempre é fácil.
Em suas águas – tranquilas ou turbulentas –
mergulham tantas memórias –
milhares de histórias – desejos –
momentos que se perdem na areia
– em conchas e pedras – em sal.
Longe das ondas ou na espuma que se faz quando elas quebram.

De manhã – afastando nuvens – o sol emerge em esplendor.
À noite – céu e mar tornam-se um só.
Um só caminho.
Com um pequeno barco parece ser possível sair da praia
e logo adiante fazer curva –
subindo ao céu –
alcançando estrelas que estão longe dali,
tocando a lua – luz da maré.

E agora, a estrada – a serra.
Morros tomados por manacás que se destacam em cores distintas.
A certeza de fortes ventos.
E talvez – a sorte de ter a última vista do mar.