Fite meus lábios com devota atenção – neles existem coisas
gravadas que poucos poderão perceber. Guarde meus olhos com terna aflição –
veja como brilham quando chegas a mim assim –
como quem nada quer e tudo
deseja. Prenda-me as mãos e segure-me com a amena força de quem pretende – mas
graceja. Roube-me os dentes, arranque-me lágrimas – com faces, truques e falas. Enfim,
observe-me – agrada-me o rubor de saber ser amada.