Despedir-se do
mar nem sempre é fácil.
Em suas águas –
tranquilas ou turbulentas –
mergulham tantas
memórias –
milhares de
histórias – desejos –
momentos que se
perdem na areia
– em conchas e
pedras – em sal.
Longe das ondas
ou na espuma que se faz quando elas quebram.
De manhã –
afastando nuvens – o sol emerge em esplendor.
À noite – céu e
mar tornam-se um só.
Um só caminho.
Com um pequeno
barco parece ser possível sair da praia
e logo adiante
fazer curva –
subindo ao céu –
alcançando
estrelas que estão longe dali,
tocando a lua –
luz da maré.
E agora, a
estrada – a serra.
Morros tomados
por manacás que se destacam em cores distintas.
A certeza de
fortes ventos.
E talvez – a
sorte de ter a última vista do mar.
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