terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Mar


Despedir-se do mar nem sempre é fácil.
Em suas águas – tranquilas ou turbulentas –
mergulham tantas memórias –
milhares de histórias – desejos –
momentos que se perdem na areia
– em conchas e pedras – em sal.
Longe das ondas ou na espuma que se faz quando elas quebram.

De manhã – afastando nuvens – o sol emerge em esplendor.
À noite – céu e mar tornam-se um só.
Um só caminho.
Com um pequeno barco parece ser possível sair da praia
e logo adiante fazer curva –
subindo ao céu –
alcançando estrelas que estão longe dali,
tocando a lua – luz da maré.

E agora, a estrada – a serra.
Morros tomados por manacás que se destacam em cores distintas.
A certeza de fortes ventos.
E talvez – a sorte de ter a última vista do mar.

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